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A Ordo Strigoii Vii continuou fazendo mudanças, e hoje tem um Black Veil de 5 elementos que pode ser visto em seu site: http://www.sanguinarium.net/content.php?4 , em que é dada em detalhes inclusive a história e visão da Ordo Strigoi Vii (OSV) das diversas versões do Black Veil. A OSV vê o sangue apenas como metáfora de algo mais sutil, a energia vital, ou "prana" dos Hindus ou o Chi dos chineses, condenando e não aceitando de forma alguma o vampirismo de sangue.

A House of the Dreaming fundada por Madame X (única Casa de Ronin hoje no mundo, isto é, de vampiros sem nenhum vínculo dogmático formal, mas livres pensadores), possui um código de ética próprio, denominado "Os 13 Bastiões do Véu", constituído de treze indicações éticas, quais sejam: Integridade, Respeito, Lealdade, Honestidade, Responsabilidade, Sabedoria, Perspicácia, Fortaleza, Determinação, Temperança, Compaixão, Presença e Introspecção, conforme pode ser lido
em detalhes e em português no seu site:
http://www.houseofthedreaming.net/

Michelle Belanger em seu livro "Vampire - in their own words", em sua "Introductions - The World of Vampires" de 2007 (hoje há uma tradução em português intitulada "Sociedades Secretas - Vampiros" excelente e que recomendamos, embora na edição em português não há esta introdução da edição em inglês que ora citamos), e afirma que o Black Veil foi de algum modo inspirado, pelo menos parcialmente, no código de ética do jogo de RPG "Vampiro - A Máscara" editado originalmente nos EUA em 1991 e no Brasil a partir de 1998. Father Sebastian afirma que se inspirou em outra fonte, segundo Joseph Laycock em seu livro "Vampire Today - The Truth about Modern Vampirism" de 2009. Belanger diz que este jogo de interpretação por sua vez foi inspirado em parte no Nightclub Gótico conhecido por "Masquerade" em Atlanta, de tal sorte que jogo e realidade social refletiram-se.

Não há coincidências, de certo, nesta preocupação por ética e o surgimento de crimes associados ao vampirismo de sangue. Em 1996 o famoso caso de Roderick Ferrel nos EUA, estudante de 17 anos que assassinou os pais de sua namorada e que, juntamente com ela e amigos, constituíam uma forma de culto de vampiros, caso que abalou a sociedade Norte Americana, gerando forte preconceito e certa perseguição a grupos de pessoas que se intitulavam Vampiros naqueles idos, e que nada tinham a ver com estes crimes. No Brasil houve já diversos crimes que foram associados pelo menos nos primeiros momentos, quer justa quer injustamente, à práticas, pretensos cultos e jogos de vampirismo. É importante frisar e deixar bem claro que a Subcultura Vampírica e Vampyrica nada tem haver com este tipo de conduta!

O Black Veil veio a colocar um eixo de estabilidade e regras que não apenas unem toda Subcultura Vampírica em torno de um referencial comum, como estabelece de forma explícita e pública a total repugnância por parte de todos da Subcultura Vampírica e Vampyrica a atos ilegais de quaisquer tipos.

Um outro documento é o "Donor Bill of Rights", de Belfazaar Ashantison, isto é, uma "Lista de Direitos dos Doadores", que por motivos de direitos autorais não reproduzimos aqui mas podem ser lidas na íntegra no famoso Fórum de Vampiros Reais Norte Americano "Sanguinarius" em http://www.sanguinarius.org/articles/dbor.shtml , mas que basicamente descrevem em 10 itens os direitos dos doadores de energia vital a Vampiros de Energia, e os direitos de doadores de sangue a Vampiros de Sangue, e a maneira como se protegerem e se preservarem de relações que podem ser danosas física ou psicologicamente falando.

É preciso, agora digo eu, deixar bem claro dois pontos:

1) Quando a relação vampiro & doador diz respeito apenas à energia vital, isto é, o vampiro necessariamente maior de 18 anos extrai energia vital somente e tão somente por meios mentais, de visualização mental e força mental, de seu doador (doador necessariamente maior de 18 anos e que está consciente desta operação, pois do contrário não é doador mas vítima!), nenhum mal pode advir a nenhum dos dois. Jamais haverá ou houve um crime em situações assim, nem há como venha a acontecer no futuro.

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