MITO E RITUAL
NO VAMPIRISMO

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Na cultura Árabe há uma entidade que possui traços vampíricos,
mas de uma forma toda peculiar.

Esta entidade é o "Ghoul", e que pode ser traduzido como "agarrar", e diz respeito a um tipo de "djinn ou gênio sombrio" ou "espirito parasita" ou "morto vivo", que frequenta desertos inabitados, lugares abandonados e cemitérios, se alimentando do sangue e carne de viajantes descuidados ou mesmo de cadáveres. A entidade pode ter relação com a entidade "Gallu" dos Babilônicos, associada aos subterrâneos do mundo para onde iam os mortos na concepção de mundo daquela religião.

O Ghoul pode se materializar na forma animal ou na forma de quem se alimentar, pois assume suas características. Aparentemente a mais antiga referência ao "Ghoul" está nos textos das "Mil e uma noites" também conhecida como "Noites Árabes", cujo mais antigo manuscrito é originário da Síria do século XIV (com número "1" na foto acima) e mantido pela , cópia provável de originais que podem recuar ao século 8 ou 9 D.C.. Neste texto, na "A História de Sidi Numan" há a estória de uma "Ghouleh" (Ghoul femnino) denominada "Amina" (ver imagem 2, arte de R. Smirk de 1840, em que Amina é surpreendida com outro Ghoul a se alimentar em um cemitério). Amina acima de tudo é uma feiticeira eficaz, como aliás o são retratados os praticantes de vampirismo pelo mundo, e o texto expõem os perigos da magia negra, especialmente o da animalização e volta na escala evolucional dos espíritos, um tema comum também em outras tradições.



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