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Sophia
: Mas isto não é vampirismo. Yoguis, bruxas e ocultistas fazem isto. Num ritual de magia o mago absorve diversas qualidades de energia ao seu redor, assim como o yogui, e nem por isto se declaram vampiros.

Otto: É verdade, mas enquanto magos e bruxos realizam isto em meio à natureza ou em seus santuários, um praticante de vampirismo conforme descrevo pratica isto em meio às multidões, tem como foco as multidões. Quando drenamos a energia vital do meio ambiente
com eficiência e plena concentração, isto exaure a energia vital ambiental, que é constituída da energia vital natural suspensa na atmosfera e daquela que como já disse as pessoas saudáveis emitem sempre e naturalmente para fora de si mesmas, por a terem em excesso. Podemos fazer o mesmo à distância em uma sala fechada, quer praticando o desdobramento astral consciente que leva nossa alma até as multidões, quer formando correntes astrais que nos tragam estas energia de multidões distantes. Outra coisa: a energia vital de uma pessoa está carregada da “vibração” pessoal daquela pessoa, inclusive de suas tendências cármicas, logo isto pode desequilibrar um praticante de vampirismo, dai outra vantagem de se vampirizar multidões, pois a energia que advém tende a ser bem mais equilibrada.

Sophia: O prana, eu conheço energia vital pelo termo prana que entre teósofos e hinduístas têm um significado similar à sua energia vital, mas voltando, o prana é algo esgotável. Assim drenar o prana do meio ambiente pode rarefazer esta energia naquele ambiente, o que pode prejudicar as pessoas que sem prana ao seu redor, acabam por se desvitalizar, pois o "vácuo" criado desta energia vital começa a absorver ou puxar o prana das pessoas, enfraquecendo-as ainda mais. Isto é magia negra, dentro da teosofia, e do ponto de vista da Grande Fraternidade Branca um ato no mínimo pouco ético. Diante disto sua afirmação de que está praticando vampirismo ético não é justificável. Como se defende disto?

Otto: Isto que descreve, só ocorreria em um ambiente fechado, grande ou pequeno, onde sempre as mesmas pessoas estivessem por um longo tempo. Eu pratico vampirismo ético justamente por drenar a energia vital, o prana como prefere, de um ambiente grande, com muitas pessoas em transito e portanto que ficam pouco tempo sob a influência do praticante de vampirismo, ou caso contrário, tratando-se de um ambiente fechado e grande, vampirizo o ambiente por pouco tempo e rapidamente. Ora, ninguém é em tal circunstância desvitalizado ou prejudicado, logo não considero magia negra, e é uma prática ética pois preocupada em não prejudicar nem desvitalizar ninguém.

Sophia: Mas se trata de um ato de egoísmo puro, logo é magia negra. A figura do vampiro é o retrato do mais vivo egoísmo, ou daquele que extrai dos outros para si. Como deve saber o egoísmo é a base da magia negra e se for alimentado e se transformar em egoísmo absoluto, impede a capacidade do ser humano em atuar em seu Eu Imortal, o veículo Budhico, aquele que se reencarna vida após vida, atrofiando as conexões psíquicas com o mesmo. O egoísmo absoluto rompe com o “sutratmã” ou o cordão psíquico que une a personalidade mortal com nosso Eu Imortal. Logo o vampirismo, até mesmo simbolicamente, é um ato de suicídio espiritual! A própria Blavatsky e outros ocultistas descrevem casos reais de vampirismo como casos de morte espiritual, em que a alma é atraída para a “oitava esfera”, ou o “sol negro”, isto é, aquele “local” ou estado de consciência para onde a alma sem espírito, sem Eu Imortal, regridem evolucionalmente, passando a se encarnar como animais, vegetais até minerais... advindo dai uma verdadeira morte... uma morte real ou inexistência, a segunda morte. Para escapar disto, a personalidade ou alma desencarnada vampiriza os vivos, na tentativa de barrar este processo de involução em direção ao “sol negro”, pois alimentando seus corpos astrais de energia vital e emocional, eles não se desintegram lentamente como ocorre nas pessoas normais antes de obterem nova reencarnação, e assim não mais se reencarnam, mantendo-se inalterados no plano “post mortem”. Você sabe disto? O que pensa disto?

Otto: Sou teósofo como você, e tenho motivos para saber que o que fala é verdadeiro e um dos perigos do vampirismo e de sua prática. Porém como você bem sabe todas as linhas espirituais possuem seus riscos. À semelhança de um caminho que possui seus precipícios... a questão é, conhecer estes perigos e evitá-los.

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