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Sagrado Vampírico
: Há quem considere o vampirismo real um dom de nascença. Outros uma simples técnica de ocultismo a ser aprendida. O que pensa disto? Qualquer pessoa pode se tornar um vampiro real?

Illyria Draco: Acho que qualquer pessoa que se propuser pode aprender a manipular energia. Mas ser Vampiro envolve muito mais do que isso. Ser Vampiro é algo complexo, que envolve despertar, evolução, imortalidade da consciência, dos corpos sutis e quem sabe num futuro mais tecnológico, a imortalidade do corpo físico também.

Sagrado Vampírico: Há um perfil típico entre vampiros reais? Isto é, você observa que vampiros reais ou pessoas que seguem a senda vampírica tem algumas características em comum que se repete na maioria de nós? Se sim que características seriam estas?

Illyria Draco: As características que percebo que são inerente em nós, é a sensibilidade muitas vezes aguçada, o gosto pelo misterioso e obscuro, a curiosidade e sede de conhecimento, e o carisma, ou sensualidade. E a individualidade. Vampiros são pessoas muito individualistas!

Sagrado Vampírico: Quando e como se iniciou seu interesse pelo vampirismo real? Houve um “despertar” súbito para a senda vampírica e/ou para a sua condição vampírica, ou foi um processo longo e gradual?

Illyria Draco: É uma história um pouco longa. Todos os despertares a meu ver são graduais e aparecem sinais desde muito cedo. Fase de muitos conflitos e questionamentos. É quando nós procuramos encontrar nossa própria identidade, saber quem somos. O meu despertar também se deu assim, onde eu me via cercada de conflitos, questionamentos e insatisfações. E aquela sensação de que eu não me encaixava nesse mundo. Que eu não pertencia a esse mundo de pessoas dissimuladas, conformistas, de mente e comportamentos limitados. Eu sempre tive uma sensibilidade aguçada e por conta disso uma empatia de igual tamanho, e olhando para trás, vejo que isso já se manifestava na infância. Eu me lembro que foi uma fase muito difícil porque eu olhava para pessoas e as achava muito “feias” interiormente, porque eu sabia o que elas estavam pensando, sentindo, e isso não me agradava, e então eu comecei a me isolar ainda mais, pois eu me sentia mal perto dessas pessoas. E foi quando minha curiosidade e gosto pelas sombras e oculto manifestou-se. Então eu comecei a rejeitar tudo o que conhecia e havia experimentado até aquele momento, e me recusava a acreditar que a vida era só isso, fealdade por todos os lados e miséria de caráter. Então, comecei a procurar por algo que fizesse sentido, que tivesse um significado, ou que desse significado as coisas ao meu redor e dentro de mim. Passei por um outro caminho até chegar ao Vampirismo que foi a Stregheria, fiquei um tempo – bem curto eu diria - e percebi que eu ansiava algo mais. Que no lugar de cultuar deuses eu queria me tornar um. Comecei a procurar então algo que melhor me satisfizesse. E a partir de então, foram vários anos de buscas e questionamentos, dentro desse caminho, que me levaram a descobrir e experimentar outros também e agregar isso ao meu modo de ver e praticar Vampirismo.

Sagrado Vampírico: Há diversas filosofias vampíricas que nas últimas décadas se popularizaram muito, quase todas de origem Norte Americana. Você se identifica com algumas delas ou pertence a uma em especial? Alguma teve forte influência em sua maneira de ser e pensar o vampirismo real? Se sim qual?

Illyria Draco: Não pertenço a nenhuma Ordo, House etc, mas me identifico com os preceitos da OSV (Ordo Strigoi Vii) e com os do ToV (Temple of the Vampire). O ToV me ensinou a desenvolver e aceitar e abraçar o meu lado predador. A OSV me ajudou em partes a polir minha visão sobre o que é ser Vampyra, e sobre o Vampy/irismo, e tem uma flexibilidade que me permitiu explorar outros caminhos. Caminhos esses que também contribuiram para a minha evolução.

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