UM HINO VAMPÍRICO NOS TEXTOS DAS PIRÂMIDES
A MAIS DE 4350 ANOS

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A mais antiga descrição de uma prática de vampirismo místico.
Parede Leste da antecâmara do sarcófago
da Pirâmide de Unas - Saqquara - aprox. 2350 A.C.


Teria o Antigo Egito nos legado uma relíquia que ainda hoje faz ecoar mistérios intimamente associados a uma forma sofisticada de vampirismo? Será?

O primeiro Faraó a decorar uma pirâmide com fórmulas rituais foi o Faraó Unas (2378 – 2348 A.C.) ou Unis. Não sabemos exatamente como se chamava pois os hieróglifos egípcios são antes de tudo associados a consoantes ou combinações das mesmas. As raras vogais não nos permitem saber com exatidão como as palavras eram pronunciadas, pelo que os egiptólogos criaram um modelo artificial de dizê-las, atribuindo “vogais” aos espaços entre consoantes... conscientes que são sons aproximados...

O Faraó Unas foi o último representante da V dinastia e, sua pirâmide em Saqqara, por fora quase completamente em ruínas, se localiza a cerca de 15 quilômetros das pirâmides de Gizé. O texto encontrado dentro deste túmulo ficou conhecido como o “Textos das Pirâmides”, sendo este considerado o texto religioso extenso mais velho até hoje encontrado do Antigo Egito, não apenas uma cópia mais recente, mas o mais velho texto que sobreviveu até nós.

Em meio ao Texto das Pirâmides encontra-se um hino, mais exatamente nas Falas 273 e 274, escritas na parte superior da parede Leste da câmara que antecede a sala do sarcófago de Unas, pois as paredes desta pirâmide estão alinhadas com quase precisão aos pontos cardeais, algo que não será tão comum em construções posteriores. O arcaísmo do texto é tal que permite aos egiptólogos admitir ser derivado ou conter traços talvez pré-históricos daquela cultura. Estamos falando daquele que ficou conhecido como o “Hino Canibal”, pois nele o Faraó Unas se alimenta das essências, dos espíritos dos homens e dos Deuses.

Vejamos algumas propostas de tradução das Falas 273 e 274, lembrado que a tradução perfeita é impossível, conforme atesta a metodologia de pesquisa aplicada tanto pela filosofia quanto pela antropologia, as quais orientam que se leia uma obra em sua língua original. Isto se aplica até mesmo as línguas vivas da atualidade, o que dirá para o egípcio antigo, considerado uma das línguas mais complexas que o mundo já conheceu e que guarda muito bem seus segredos... pois desde o início foi uma língua para poucos, para iniciados. Uma língua calculadamente complexa e misteriosa... para se guardar segredos...

A antropologia social coloca que devemos observar uma cultura pelos olhos daqueles que a constituem e não através de nossos conceitos de realidade. Para os egípcios o mundo era constituído por uma unidade em aparente multiplicidade. O mundo era uma grande metáfora...assim como cada elemento que o constituía, daí a natureza poética desta concepção de mundo. Em um mundo assim cada coisa se liga a diversas outras semelhantes, em associações instantâneas, e mesmo Deuses diferentes podem ser identificados como um só.

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