A TRADIÇÃO DO ANTIGO EGITO AJUDA
A ENTENDER O VAMPIRISMO

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Pirâmide de Khufu (Queops) - 1870


3) Shut: Inerente à “Djet” e à “Khat” era a “sombra”... cujo hieróglifo era constituído de um guarda-sol feito de penas de avestruz, ao lado de um pedaço de pão e um banco. Após a morte era tida como independente do corpo, capaz de vagar nas proximidades, porém sua manutenção era dependente da manutenção da integridade física do cadáver (Khat), o que se obtinha pela mumificação. Figura misteriosa era associada à sexualidade e às aparições fantasmagóricas. O fato de ser associada ao guarda-sol e às “sombras” indica que delas dependia e a ela (às sombras) era associada, e o fato de estar associada ao “pão” indica que precisava ser alimentada...e o assento ou banco indica que precisava de um sustentáculo físico para se manter e não se desmanchar. O sustentáculo podia ser o próprio corpo mumificado ou uma estátua do falecido ou de um Deus(a) que a “sombra” passava a habitar e com isto evitar a sua desintegração da qual fatalmente seria vítima sem um sustentáculo material (o hieróglifo de uma múmia “de pé” era utilizado para designar “estátuas”...). Qualquer ocultista atual a associaria, penso eu, ao duplo etéreo e à sua forma materializada, qual seja, o ectoplasma (de cor branca/cinza/esbranquiçada), capaz de atravessar paredes, e que experiências e pesquisas empíricas têm demonstrado estar associado à atividade elétrica no ar (na forma de intensa eletricidade estática), e à diminuição da temperatura ambiente, além de ser passível de ser destruído por pontas metálicas (que absorvem fisicamente a eletricidade estática que a entidade gera ao se materializar na forma de ectoplasma, daí pontas de ferro, pontas de espadas, athames, punhais, etc, serem tradicionalmente usadas em magia operacional contra materializações em geral e, também, contra vampiros...), sendo ainda tais materializações muito sensíveis à luz, se desmaterializando quando a luz do ambiente aumenta muito (vampiros materializados se dissolvem em contato com a luz do Sol...), sendo fenômeno comum em sessões espíritas onde se mantém uma luz crepuscular...e que desde o século XIX registra ocorrências de aparições fantasmagóricas atestadas e averiguadas por diversas autoridades. Nesta categoria se encontram evidentemente os súcubos/íncubos e vampiros etéricos ou astrais materializados no plano etérico. O desdobramento etérico seria a capacidade de “soltar” nosso “Shut”, nossa sombra... Mais à frente voltaremos a isto.

O cadáver e a sombra tem nomes terminados em “t” (hieróglifo do “pão”), o que indica que eram também associados ao gênero “feminino” e à feminilidade, pois todo nome feminino em antigo egípcio é terminado em “t”.

 



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