A TRADIÇÃO DO ANTIGO EGITO AJUDA
A ENTENDER O VAMPIRISMO

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Antiga foto (século XIX) das Grandes Pirâmides de Gize

Para tentar elaborar um pensamento coerente sobre o assunto, me permitam analisar a classificação egípcia dos corpos espirituais do ser humano, pois além da antiguidade extrema, que em si mesmo me parece preciosa... nos remete ao pensamento de nossos ancestrais egípcios, pensamento que era semelhante ao nosso mas... não idêntico... este sistema ainda guarda íntima relação com o desdobramento etérico/ astral e pode nos ajudar a aprofundar a temática do vampirismo em seus diversos níveis, como procuraremos demonstrar. Utilizaremos aqui somente fontes que consideramos confiáveis e que são indicadas na bibliografia ao final, isto é, derivada de gramáticas escritas por egiptólogos conceituados em obras editadas e autorizadas por universidades que atestam a credibilidade dos mesmos dentro da comunidade acadêmica.

Comecemos então a descrever o ser humano de sua face mais densa à mais espiritual, através daquele “vestíbulo” que transcende a sanidade mas que não chega a ser loucura...na via do “crepúsculo” entre os mundos, entre a condição de “vida” e de “morte” que os antigos egípcios conheciam tão bem, e juntemo-nos a eles em uma descrição de um ser humano só concebível através daqueles sonhos que guardam a capacidade de andar sobre a terra...

Comecemos então com o corpo físico e material, chamado de “Djet” até chegarmos ao corpo imortal de todo ser humano, o “Akh”, passando por diversas categorias intermediárias, como segue:

1) Djet: Era o nome dado ao corpo físico de uma pessoa viva, e simbolizado por hieróglifos constituídos de uma “cobra”(materialidade), uma porção de “pão” (alimento) e um “banco” (assento), por vezes a cobra era substituída pela representação do “ventre” de um animal, o ventre e a cobra indicando sua ligação com o mundo material, o solo. No caso de se usar o “ventre” nosso corpo “vivo” passava a se chamar “Khet”. O pão simboliza sua necessidade de alimentação e o assento a necessidade de sustentáculo material. O termo “Djet” designado “corpo material” e “eu” é homônimo ao termo “Djet” que significava “eternidade”...ou “imortal”.

2) Khat: Uma vez falecido “Djet” (percebam o paradoxo desta frase, pois a palavra “Djet”, significando eternidade, não morre...) este se transformava idealmente no cadáver mumificado, que então era chamado de “Khat”, simbolizado por um “peixe” (que navega pelas águas do além), e um “pão” (das oferendas sepulcrais) mais o símbolo hieroglífico das “pústulas” ou “doenças” que também era um símbolo de Anúbis, o Deus protetor das necrópoles e do embalsamento das múmias, e por fim ainda contém o desenho de uma múmia deitada, hieróglifo também representativo da morte.

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